Academia Varzealegrense de Letras - Padre Antônio Vieira
Cadeira Nº 04 - Imortal: Dagoberto Diniz Souza
Patrono: Joaquim Ferreira
Dagoberto Diniz é filho de José do Carmo de Souza e Mirian Diniz Souza. Nasceu em Fortaleza no dia 08 de dezembro de 1958. Concluiu o ensino fundamental na escola Padre João Piamarta e o ensino médio no Colégio Estadual Liceu do Ceará, ambos em Fortaleza.
É Professor de Filosofia e Sociologia da rede estadual de ensino, onde ingressou através de concurso público. Graduado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará. Cursou Pós-graduação em Filosofia Clínica pelo Instituto Packter (Rio Grande do Sul) e Gestão Escolar pela Universidade de Santa Catarina. Curso de Extensão “Epistemologia” em Platão, Aristóteles, René Descartes, Jonh Loock, Emanuel Kant e Hegel, pela Universidade Estadual do Ceará, em Fortaleza.
Foi Diretor - através de concurso e eleição - da Escola Maria Afonsina Diniz Macedo, em Várzea Alegre. Exerce atividades de Tutoria em Ciências Humanas pela Universidade Federal do Ceará. Publicações: vários artigos de jornal, dois artigos científicos, textos na internet e dois livros: Antologia Sertão Brabo e Considerações Contemporâneas.
Próximos lançamentos: Prédicas aos varzealegrenses; Aforismos; A Escola Necessária. Atualmente está como Secretário Municipal de Educação, desde o ano de 2005. É presidente da Academia Varzealegrense de Letras (AVL), onde ocupa a cadeira N° 04, que tem como patrono o jornalista Joaquim Ferreira.
Confira os textos do Imortal Dagoberto Diniz no Blog:
https://dagobertodiniz.blogspot.com.br/
E-mail: dagobertodiniz@bol.com.br
DISCURSO PROFERIDO PELO IMORTAL DAGOBERTO DINIZ, NA SESSÃO SOLENE DE INSTALAÇÃO, DIPLOMAÇÃO E POSSE
DISCURSO AVL – 08/07/2011.
Excelências:
Acadêmicas e acadêmicos:
Senhoras e Senhores:
Hoje é um novo dia. Estamos iniciando uma nova era que significa o despertar do potencial literário e força cultural do povo de Várzea Alegre. Esta nova era exige, sem dúvida, um novo olhar sobre as aptidões e vocações literárias dos varzealegrenses no sentido da valorização da sua riqueza cultura.
O nascimento da AVL é o resultado do olhar prospectivo de seus fundadores na compreensão do mundo - tal como Heráclito de Éfeso - em seu eterno vir-a-ser, permanente devir, ou seja, que nada permanece com era antes, nada é, tudo está sendo. Lembrando a terminologia da metafísica aristotélica, diria que a AVL de potência transformou-se em ato. Antes eram apenas dúvidas, incertezas e obstáculos seguidos por utopias que se transformaram em projeto. Hoje somos a AVL.
O poema “Das utopias” de Mário Quintana ilustra bem a nossa caminhada:
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
É grande a honra que me conferem os ilustres acadêmicos quando me escolheram para presidente da AVL. Agradecer, só vejo de uma forma: oferecendo o meu trabalho para auxiliar na construção de caminhos e estratégias para a difusão e produção das atividades literárias. Serei um defensor árduo, muito atento e incondicional de projetos que signifiquem a valorização da cultura das letras em Várzea Alegre.
Ilustres imortais:
Não convivi com a democracia nos meus tempos de estudante e nem desfrutei de decisões oriundas do debate e do calor da dialética. Asseguro e confesso que nada absorvi do modelo despótico, autoritário e obscuro que não admitia a liberdade de expressão e obstava o direto de questionamento do estaus quo com ameaças ominosas e vergonhosas; mas, apesar da desdita, a duras penas busquei, com muita humildade, sacrifício e trabalho, educar a minha consciência e humanizar o meu espírito para evitar qualquer decisão solitária, isolada e sem levar em conta o que o outro pensa, age e sente. Na academia de Letras de Várzea Alegre, serei um eterno praticante desta perspectiva. Na minha compreensão e prática não há espaço para decisões unilaterais.
Na compreensão desta confraria, difundir a cultura das letras envolve três ações: motivar a produção, divulgar a obra dos que estão produzindo e imortalizar a produção literária daqueles que não estão mais conosco. É neste sentido que iremos fortalecer e dinamizar a cultura literária em Várzea Alegre. Estas ações serão ainda somadas ao intercâmbio com as demais academias de letras do Estado do Ceará. Não poderíamos deixar de citar, nessa sinergia intelectual, a contribuição da ALMECE que tem prestados relevantes serviços à cultura das letras na Terra de José de Alencar. Todos nós da AVL abraçamos e glorificamos o brilhante trabalho dos imortais João Gonçalves Lemos, Linda Lemos e Fátima Lemos. Eles têm, no labor intelectual cotidiano, prestado serviços de imensurável importância à literatura cearense.
Sócrates, pensador grego do século V a.C., não temia a morte. Sabia que apenas o corpo teria um fim; as suas ideias, o seu pensamento não findariam com o corpo, mas seriam eternizados. Assim também definimos a realidade dos nomes preclaros da cultura varzealegrense: Padre Vieira, Zé Clementino, Pedro Tenente, Eliza Gomes Correia, Joaquim Ferreira, Raimundo Lucas Bidinho, Zé Leandro, José Caminha, para citar apenas alguns.
Esses exponenciais atores da cultura varzealegrense, e patronos desta arcádia - com a excelência das suas produções atendendo às mais variadas áreas do conhecimento, filosofia, teologia, psicologia, antropologia, história, entre outras - serão eternizados em suas obras, através da expressão literária da AVL. “Ao tomar posse”, conforme determinação estatutária, “o acadêmico deverá obrigatoriamente, prestar homenagem ao patrono e ao antecessor”.
Hoje somos oito, amanhã outros mais irão compor e fortalecer esta instituição das letras de Várzea Alegre. Esta casa será sempre acessível às discussões literárias, jamais às atitudes polêmicas e sectárias de natureza político-partidária e religiosa. Esta casa será sempre acessível àqueles e àquelas que - além do apego às letras, no sentido da sua produção e divulgação - assumam o compromisso com a perseverança, ânimo e persistência quanto à materialização do seu objetivo.
Machado de Assis – no discurso de fundação da ABL – ensinava que a Academia precisa da constância dos seus imortais, na persistência e boa vontade na realização dos seus objetivos. Esta lição deverá ser um eterno referencial em nosso labor cotidiano. Assim farei, assim faremos.
O conhecimento é o caminho para o progresso e desenvolvimento em todos os níveis. Compreendo o investimento no conhecimento como a negação do subdesenvolvimento e a afirmação da liberdade. Mas o conhecimento a serviço da melhoria de vida das pessoas, a serviço da superação das desigualdades sociais e contra a exploração do homem pelo homem. O conhecimento, enfim, a serviço da vida, da dignidade.
Através do conhecimento ultrapassamos o mundo das sombras e das aparências especiosas. Na alegoria do “Mito da Caverna” Platão já sugeria que somente o conhecimento nos liberta do mundo ilusório. Quebrar as correntes das crenças, das idéias que aceitamos sem questionar, eis aí uma tarefa que exige muita persistência e constância. A AVL será sempre uma instituição a serviço da cultura das letras e companheira incessante do conhecimento que se propõe a serviço da melhoria de vida das pessoas. Esta perspectiva será vivenciada, persistentemente, como um imperativo categórico.
Senhoras e senhores:
Esta casa terá como patrono Antonio Batista Vieira, o Padre Vieira de Várzea Alegre. O escritor conhecido pela elegância de estilo e o refinamento literário. Joryvar Macedo disse muito bem quando afirmou ser o padre Vieira “Um filho da Terra, mestre da língua e de línguas, conceituado homem de letras, escritor dos melhores e mais fecundo, com livros publicados até no exterior”. Padre Vieira continua conosco, através das suas crônicas, discursos e aforismos.
Os homens e mulheres fundadores deste silogeu há muito realizam um trabalho de cultivo e propagação da cultura literária. Com a fundação da AVL esse trabalho será realizado de forma conjunta e mais abrangente, envolvendo a comunidade escolar e todos aqueles que cultivam as letras no município de Várzea Alegre. Estaremos atentos, seremos diligentes e fieis na valorização de todos aqueles - sem exceção – que produziram, estão produzindo e pretendem produzir letras na terra de Papai Raimundo.
É um contentamento imensurável a oportunidade de participar do grupo de fundadores deste sodalício. Esse contentamento será transformado – eu afirmo com segurança - na mesma proporção, em empenho e compromisso, na condução – de forma democrática e republicana – dos trabalhos desta respeitável instituição. A dialética dos debates e discussões será a nossa prática e modelo pedagógico.
Fazer parte dessa instituição e a oportunidade de trabalhar com Pedro Sátiro, Cosma Ferreira, Tibúrcio Bezerra, Liduina Sousa, Marco Filho, Irismar Araripe e Hélio Batista é privilégio, satisfação e aprazimento sem par, uma oportunidade indescritível.
Para finalizar peço para ler uma citação de Padre Vieira de Várzea Alegre:
“O saber humano, por maiores que tenham sido as conquistas nas ciências, na tecnologia, face aos mistérios que ainda envolvem o mundo e o homem, ainda é pequena gota d’água, diante da imensidão do oceano, do desconhecido. Quanto mais os sábios avançam, quanto mais os filósofos e os pensadores raciocinam, mais conscientes se tornam do infinito a percorrer. Por isso, eles estão mais conscientes e convencidos da sua ignorância do que da sua sapiência”.
Muito obrigado!
Dagoberto Diniz - Presidente da AVL
DISCURSO PROFERIDO PELO IMORTAL E PRESIDENTE DA AVL, DAGOBERTO DINIZ, NA SESSÃO SOLENE DE DIPLOMAÇÃO E POSSE DE WASHINGTON LUIS PINHEIRO
DUSCURSO AVL/2011
Excelências
Acadêmicas e acadêmicos
Senhoras e senhores
A Academia Varzealegrense de Letras iniciou com oito acadêmicos e com a afirmação categórica de que a esses seriam acrescidos outros mais que formariam um conjunto direcionado para o cultivo das letras e o fortalecimento da produção e divulgação da cultura literária dos varzealegrenses. Aquele discurso agora se materializa com o ingresso, neste sodalício, do acadêmico Washington Pinheiro.
A democracia é situação política que afirma a dignidade da pessoa humana no que concerne ao exercício dos seus direitos, garantia e abertura para a oportunidade de participação. A AVL tem esta compreensão como referencial no desenvolvimento do seu labor cotidiano, sempre considerando e destacando o ser humano como histórico, criativo e transformador.
Lembrando o personalismo de Emanoel Mounier falaria no homem pessoa, e não no homem indivíduo. O homem que se faz pessoa na sua atividade criadora e de engajamento na comunidade, o homem que enfrenta e remove os óbices que o impedem de libertar-se da condição de indivíduo. O homem intensamente engajado na defesa e valorização da pessoa humana. É com o homem pessoa que imaginamos compor e fortalecer os vigamentos de sustentação deste silogeu.
Senhoras e senhores
Podem existir outros caminhos para a busca da felicidade, contudo percebo um que me sensibiliza e multiplica minhas energias para a sua conquista e solidificação que seria a Luta pela melhoria de vida dos nossos semelhante e pela preservação da vida no planeta. Fazer alguma coisa pelo bem-estar das pessoas e combater toda a forma de discriminação e exploração; sinceramente, não existe satisfação maior. Esta arcádia assim pensa e assim busca compor o seu quadro.
Hoje, como nunca, muitos se deixam absorver pelas enganações do TER e se distanciaram das verdades do SER. Queríamos que as pessoas se voltassem mais para o ser e que a arrogância e o orgulho fossem substituídos pela humildade e solidariedade. Mas é sempre tempo para transformações, nunca é tarde para reconhecermos e vivenciarmos a grandeza da lição de Charles Chaplin :
“Pensamos demasiadamente e
Sentimos muito pouco…
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá."
Esta academia estará sempre aberta para os discursos que tenham como essência os debates voltados para as letras, tendo sempre como busca primeira a criação e divulgação dos que estão produzindo e de todos os que um dia produziram cultura em Várzea Alegre. Produção literária que aconteça como referencial para os nossos jovens, nossos cidadãos, tornando-os pessoas humanas, pessoas engajadas e identificadas com o desenvolvimento do município em todas as suas dimensões. Uma produção literária que não se distancie da ação conscientizadora e transformadora. Nesta perspectiva, os nossos trabalhos têm, pois, um direcionamento pedagógico-político.
Confreiras e confrades
A AVL será marcada pela intensidade das discussões literárias, produção de projetos culturais, palestras e seminários. Jamais terão influência sobre esta casa os fatores de ordem econômica, a vivência religiosa e o credo político-partidário. Estaremos sempre atentos acerca dos sentimentos que engrandecem pela ética, pela solidariedade e pela justiça.
A AVL agora dá um grande passo na realização do seu objetivo – divulgação e produção literária – realizando o primeiro concurso literário “Despertando Potencialidades Literárias” destinado a todos os alunos do ensino fundamental e médio das redes municipal estadual e particular de Várzea Alegre. Tal como Sócrates, temos a intenção de despertar o conhecimento e a criatividade literária dos nossos jovens, queremos proporcionar o nascimento de poetas, escritores e jornalistas que, sem dúvida, sobejam no nosso meio.
Guimarães Rosa certa vez afirmou ser “o mundo do tamanho do conhecimento que temos dele”. O nosso objetivo como acadêmicos é tornar o mundo, através do conhecimento, cada vez maior, imenso e mais próximo de todos. Nada de platonismo, nada de idealismo, apenas perseverança e afirmação do potencial dos varzealegrenses.
Mas esta casa necessita multiplicar o seu quadro com pessoas identificadas com as buscas intelectuais e pedagógicas. E todo aquele que almeja ingressar na AVL, não pode ser indiferente a esta filosofia e aos princípios e compreensões supracitados. O cidadão e acadêmico Washington Pinheiro compreendeu esse objetivo e buscas e, por isso, foi aceito de braços abertos por todos os acadêmicos fundadores.
Washington Pinheiro tem formação na área da ciência da natureza, mas uma sólida vivência nas letras, com a produção de textos, crônicas e poesias que refletem o dia a dia e as idiossincrasias do varzealegrense. De tino literário incontroverso, Washington Pinheiro acrescentará muito a este cenáculo intelectual, não somente com a sua obra, mas também com a sua criatividade e habilidade singulares na construção de projetos.
Washington Pinheiro tem ampla experiência no magistério e no âmbito da gestão educacional. É um educador que se destaca não somente pelo domínio dos conteúdos e conhecimentos, mas também por tratar com habilidade inconcussa os discentes quanto às dimensões afetiva, emocional cultural e social. È contestador e polêmico quando a realidade se transforma em exploração e espoliação, subordinação e aniquilamento do outro. Paulo Freire também foi contestador e sempre questionava tudo o que subtraia os diretos humanos. E todos nós devemos ser contestadores e críticos de toda realidade que diminui e oprime as pessoas. Temos o dever de ser críticos e contestadores de uma sociedade que se alicerça na clivagem entre os que possuem bens e os que nada possuem. Questionadores de uma sociedade que divulga o consumo como fundamental, como realidade que “valoriza” e “dignifica”. Não vejo nada de humano naqueles que contemporizam com o absurdo da extrema riqueza e da infinita pobreza.
Tenho ampla convicção de que o nosso confrade W. P jamais derramaria silêncio sobre as iniqüidades e desigualdades, sistematicamente, produzidas no mundo. Os homens, dadas as suas diferenças econômico-sociais, de cor e etnia, não são tratados como irmãos. As diferenças não são respeitadas e as desigualdades nunca combatidas, apenas reproduzidas, perpetuadas e solidificadas pelas elites econômica e pelos socialistas de cátedra.
Quero falar, a todas e a todos, não apenas na aceitação da diferença, seja ela social, cultural ou moral, mas, sobretudo na aceitação do outro, escutando e refletindo sobre os seus anseios e necessidades como fonte de aprendizado. Igualmente a Jaques Derrida, penso numa hospitalidade incondicional que somente a educação que vivencia ética, poderá construir.
Nós creditamos que a educação e a ciência têm, potencialmente, uma grande capacidade conscientizadora e transformadora. "Um povo educado, dizia Florestan Fernandes, não aceitaria as condições de miséria e desemprego", e acrescentaria ao pensamento do nobre sociólogo: não aceitaria nenhuma forma de exploração e subordinação. Essa compreensão da educação nos torna parceiro das escolas, sempre buscando, através de concursos literários, seminários, palestras e eventos afins, auxiliar na melhoria da educação de Várzea Alegre.
Queremos fazer da AVL uma instituição de produção e valorização das letras, mas ouvindo, atendendo e abrindo suas portas aos valores literários, e sempre impermeável aos condicionamentos de ordem ideológica, político-partidária, religiosa e étnica. As diferenças serão sempre respeitadas, jamais tratadas através da consideração etnocêntrica. O relativismo cultural é a nossa afirmação e vivência cotidiana.
Queremos ser parceiros de todos aqueles que acreditam no poder da educação e acreditam na força transformadora do conhecimento. Por isso afirmamos a vontade e a necessidade de acrescentar ao quadro de efetivos e vitalícios da AVL, membros correspondentes, honorários e beneméritos. Esta não é apenas uma norma estatutária, mas, sobretudo a consciência de que muito pode ser feito pelas letras quando muitos estão envolvidos e engajados neste propósito.
Quando fundamos a AVL pensamos numa casa de muitos com um pensamento convergente, ou seja, valorizar as atividades literárias. Hoje, 16 de dezembro de 2011, realizamos a primeira sessão de posse, abrindo as portas para Washington Luis Pinheiro Lima, o imortal da cadeira nº 16, um amigo das letras e incessante defensor da cultura varzealegrense. Ele, indubitavelmente, fará com muita satisfação e capacidade a divulgação da obra do seu patrono, o grande poeta José Gonçalves.
Todos desta academia recebem o novo acadêmico com muita satisfação e otimismo no futuro das atividades literárias.
Despeço-me citando Jorge Luis Borges, o grande poeta argentino:
“Parece-me fácil viver sem ódio, coisa que nunca senti, mas viver sem amor acho impossível".
Obrigado
Dagoberto Diniz - Presidente da AVL
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